Olá, meu nome é Kátia Figueiredo e sou TERAPEUTA. Sim, com letras maiúsculas mesmo, como a vontade de botar pra fora gritando essa vocação que por tanto tempo abafei dentro de mim. Incrível isso, né? Como a gente passa tanto tempo tentando ser alguém que não somos! Pra agradar pai, mãe, amigos, sociedade, cachorro, gato, periquito… Todo mundo, menos a nós mesmos. Por que essa necessidade de querer agradar sempre ao outro, meu Deus, por que?? Enfim, tenho uma avalanche de coisas pra falar sobre esse tema, então acho melhor deixar esse assunto pra outro post.

Voltando ao assunto da minha profissão. Acho o máximo quem, desde pequeno, já sabe o que quer fazer da vida. Definitivamente não foi o meu caso. Só sei que lá estava eu, do alto dos meus 17 anos, fazendo inscrição pra vestibular e olhando as opções de cursos como alguém que olha para um cardápio de restaurante. Marquei Jornalismo, Administração e Relações Internacionais. Acabei optando por Relações Internacionais: das três opções, definitivamente a que tinha menos a ver comigo. Ah, mas eu falava muito bem inglês, né? Era a melhor opção. E nooooossa, que legal, imaginou eu sendo diplomata???

Pois bem, foram quatro anos de tortura. Percebi que não era a minha praia no primeiro semestre, mas até aí, como continuava em dúvida sobre o que eu queria da vida, era melhor “empurrar com a barriga” a faculdade do que trancar para ficar olhando pras paredes esperando a vocação aparecer (“o que os outros iriam dizer??”).

Nesse meio tempo trabalhei como professora de inglês, agente aeroportuária de aviação comercial e executiva, customer service e analista de importação/exportação em uma multinacional norte-americana, abri meu próprio negócio (uma clínica de estética, que mais tarde também virou salão de cabeleireiro), fiz MBA em Gestão Empresarial, comecei (e tranquei) uma faculdade de Farmácia… E nada disso me realizava 100%. Confesso que a Administração e a Farmácia até me motivavam, mas ainda faltava algo.

Desde a adolescência, sempre fui a “conselheira” da turma. Conseguia ver aspectos do comportamento das pessoas que a maioria não percebia. Tinha uma capacidade de compreensão das relações humanas que não sei de onde vinha. Sempre me interessei por livros de psicologia e auto-ajuda. Acabei me tornando autodidata nesses temas. Como empresária, era mais psicóloga do que chefe. Algumas das minhas colaboradoras brincavam que o momento em que eu as chamava em minha sala era o horário da “terapia” delas. Não conseguia ver o outro sofrendo por qualquer motivo que seja que eu já dava os meus pitacos. E de um modo geral, as pessoas se sentiam bem em ouvir o que eu tinha pra dizer. Parece que, de certa forma, minhas palavras conseguiam trazer algum alívio, algum conforto, ou alguma luz para os problemas que enfrentavam. Mas não, imagina, isso não era motivo pra achar que eu tinha um dom…

E então eu engravidei (merece um parágrafo único por diversas questões que não cabem ao tema agora).

E então meu filho nasceu. E meu mundo virou de pernas pro ar. Quanta mudança, quantos desafios, quantas lições pra aprender em tão pouco tempo! Aos poucos minhas fichas foram caindo. Decidi fechar a clínica e me dedicar exclusivamente ao meu filho. E meu ano sabático ao lado dele foi um ano extremamente difícil justamente porque tive que encarar meus medos, meus receios, minhas sombras e, com tudo isso, fui obrigada a CRESCER! A maternidade aflorou em mim, entre tantos aspectos, o meu lado feminino, a minha intuição, a minha compaixão e empatia, a vontade de me doar de alguma forma.

Aos poucos o interesse pela psicologia e pelo ser humano passou a se aprofundar cada vez mais. Como em uma investigação, eu queria chegar cada vez mais ao cerne da questão. Queria saber como surgiam os nossos pensamentos, nossas emoções, de onde vinha a nossa energia vital… Me deparei com teorias de mecânica quântica, esoterismo, terapias holísticas e alternativas, como uma maneira de explicar o que muitas vezes a psicologia convencional não dava conta. E, como quem procura, acha, de repente me vi frente a frente com a terapia de TFT. E de tudo o que já vi até hoje, não consegui encontrar nada que fosse tão simples e ao mesmo tempo eficaz para tratar as perturbações emocionais que incomodam a todos nós. Sabe aquela paixão arrebatadora que te pega de surpresa e, quando você se dá conta, já está inteiramente entregue a ela? Foi assim que o TFT tomou a minha vida. Foi amor à primeira vista. Quanto mais eu estudava, mais encantada eu ficava. Quando comecei a colocar em prática, então, fiquei embasbacada. Como pode algo tão simples ter um efeito tão forte? Consegui tratar uma dor crônica que a minha mãe tinha há mais de 30 anos! Consegui eliminar traumas de infância de amigos meus! Consegui me tratar de tantas questões que eu nem sabia que me incomodavam! Não dava mais pra esconder: eu finalmente encontrara o meu propósito de vida.

Enfim, sobre o TFT falo em um próximo post. Mas precisava desabafar sobre como foi tortuoso o meu caminho até aqui. Precisava falar que, apesar disso, agradeço por todos os caminhos que escolhi na minha vida, porque de uma forma ou de outra, eles me prepararam para eu estar aqui hoje. E agradeço por finalmente ter dado ouvidos ao meu eu interior para que eu pudesse seguir esse caminho que por tanto tempo relutei em aceitar. E hoje sim, assumo e falo em voz alta: meu nome é Kátia Figueiredo e sou TERAPEUTA, com muito orgulho!!!

E você, já descobriu qual é o seu caminho? Já sentiu a satisfação de trabalhar com o seu propósito de vida? Te convido a fazer uma análise do seu momento atual: está na hora de persistir ou de desistir?? Deixe um comentário!

Até o próximo post!

Kátia Figueiredo

Ps.: Meu filho amado, você ainda é tão pequeno e já me ensinou tanta coisa… Obrigada por vir a esse mundo para ser, entre tantas outras coisas, meu grande mestre. Amo você!

Sobre a minha jornada de autoconhecimento

2 ideias sobre “Sobre a minha jornada de autoconhecimento

  • 08/01/2017 em 11:17
    Permalink

    Kátia, sua história é fantástica! Ainda bem que você encontrou uma profissão que te faz feliz.
    Eu amo ler livros psicologia, leio muito Augusto Cury, a teoria dele sobre o funcionamento da mente é fantástica, quem sabe eu consiga unir a teoria dele com TFT , sinto que nasci para ser terapeuta, quero ajudar as pessoas a serem as protagonista no palco da mente.
    seu blog é fantástico, você escreve muito bem, obrigada.

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