Você já teve a sensação de estar dando voltas em círculos na sua vida? De sentir que determinadas situações vivem se repetindo? Existem infinitas situações que podem te dar a sensação de que você anda, anda e não sai do lugar: dificuldade de manter relacionamentos, empregos, de emagrecer, de manter o controle das suas emoções, etc. Acredite: essas repetições não são meras coincidências. Na verdade, se você perder algum tempo analisando cada uma delas, pode descobrir muita coisa sobre você mesmo que nem imaginava!

Nós somos seres de hábitos; nosso cérebro está condicionado a memorizar algumas ações repetidas para que, em situações semelhantes, possamos agir da mesma forma instintivamente. Dessa forma, ele economiza energia que pode ser gasta em novos aprendizados. Já reparou como muitas vezes quando você está de férias e passa alguns dias viajando por lugares novos, você fica extremamente esgotado? A impressão que dá é que você precisa de mais descanso por conta das férias que acabou de tirar? O que acontece é que quando você visita lugares novos, principalmente se faz muitos passeios, por mais que não haja o stress da obrigatoriedade como no trabalho, o seu cérebro se sobrecarrega com a quantidade gigantesca de novas informações a processar. Pessoas novas, comidas e paisagens diferentes, atividades não habituais… Em outras palavras, você sai da sua rotina. E sair da rotina significa maior gasto de energia porque você sai do modo piloto automático e tem que aprender a lidar com tudo o que é novo, e isso é extremamente desgastante (por mais que possa ser divertido).

É justamente esse desgaste que o cérebro quer evitar ao sugerir respostas automáticas para questões semelhantes. Nosso instinto de sobrevivência diz que quanto mais energia pudermos economizar, melhor, afinal nunca podemos adivinhar quando estaremos em uma situação de real perigo que demandará muito gasto energético, não é?

O problema é que muitas dessas respostas automáticas surgem de momentos em que a nossa memória tem muita dificuldade em acessar: a nossa infância. Afinal, desde que nascemos fomos forçados a criar determinados hábitos: hora pra mamar, hora pra dormir, hora pra tomar banho… Mas peraí, como o meu problema de não conseguir sucesso profissional tem a ver com a minha infância?? Eu nem trabalhava na época! Pois bem, vamos analisar essa questão mais profundamente.

Você está próximo de conseguir uma promoção, mas algo acontece e outra pessoa é promovida no seu lugar. Ou a empresa perde aquele super contrato e sua promoção é adiada. Ou você é mandado embora. Ou você é obrigado a sair da empresa por motivos pessoais. Ou o dólar subiu demais e isso comprometeu financeiramente a empresa. E isso já aconteceu uma série de vezes: sempre que você está prestes a atingir o seu objetivo profissional, “algo” acontece, e não precisa necessariamente ser a mesma coisa. Não importa qual seja a “desculpa”; é só você estar próximo de conseguir o que almeja para levar uma rasteira. E isso em qualquer âmbito da sua vida: seja pessoal, profissional, familiar…

Em uma primeira análise, tendemos a colocar a culpa no outro: o chefe que não vai com a sua cara, o colega de trabalho que puxou o seu tapete, o cliente que cancelou o contrato, a situação econômica do país. Mas por que algumas pessoas têm sucesso apesar de passarem exatamente pelos mesmos problemas que você? Vou além: por que algumas pessoas têm “sorte” na vida?

Ah, então a questão é essa? Você é “azarado”? Quer saber como atrair sorte para sua vida? Em primeiro lugar, tire essa capa de vítima que você está vestindo e comece a olhar pra você mesmo. Mas olhe com atenção, faça uma análise minuciosa: chacoalhe o pó que está embaixo dos seus tapetes, coloque toda a sujeira pra fora da sua casa e procure descobrir nas profundezas do seu ser onde está a raiz que originou essa sua dificuldade em atingir o sucesso. Só há uma forma de deixar de ser azarado e passar a ter sorte, e essa forma se chama “auto-conhecimento”.

Fazendo uma análise mais profunda, você pode descobrir uma boa dose de insegurança dentro de você atrapalhando a sua busca pelo sucesso. Pode ser que não haja sentido lógico nisso, porque você estudou muito e tem muita experiência profissional , ou seja, não há motivos pra se sentir inseguro. É por isso que esse aspecto é chamado de auto-sabotagem, porque ele vai contra aquilo que você conscientemente quer. E como surgiram essas crenças?

Vamos voltar à questão da infância. Quando nascemos, nosso cérebro não está totalmente desenvolvido; aliás estudos sugerem que nosso cérebro amadurece somente por volta dos 25 anos! A área responsável pelo pensamento racional e lógico é a parte menos desenvolvida quando nascemos, seguida da parte que coordena as nossas emoções; já a parte dos nossos instintos de sobrevivência (o tal do “cérebro reptiliano”) é a mais desenvolvida. Sendo assim, os bebês não agem com “intenções”, eles simplesmente reagem a necessidades básicas: choram porque estão com fome, com frio, com sono, e não porque estão fazendo “birra” ou simplesmente porque querem nos irritar. Bebês não têm capacidade mental para esse tipo de manipulação, eles simplesmente reagem àquilo que ameace a sobrevivência deles. Como o cérebro deles ainda está em desenvolvimento, muitas coisas são assimiladas sem o discernimento que nós, adultos, temos. Imagine a seguinte situação: você saiu da faculdade e está na rua esperando a sua esposa te buscar, como combinado. Está um dia frio e você não está com roupas apropriadas. Começa a chover e você está sem guarda-chuvas. Sua esposa atrasa 15 minutos e você está pronto pra brigar com ela quando ela explica que se atrasou porque teve que desviar de um alagamento no meio do caminho; além do mais a cidade está um caos por conta da chuva. Você para, pondera e deixa de brigar com ela porque viu que a culpa não havia sido dela. Agora imagina que você é um bebê, com um estômago do tamanho de uma cereja, que acorda no meio da noite berrando porque está com fome. Sua mãe acorda, pensa: “nossa, não faz nem 2 horas que ele ficou agarrado no meu peito por 40 minutos! Não é fome, é frescura dele, nem vou me preocupar em levantar pra ver o que é”. Após dez minutos chorando sem amparo nenhum, você se vence pelo cansaço e acaba pegando no sono de novo. E sua mãe, aliviada, pensa: “tá vendo, não era nada”.

Percebeu a diferença? Você, como adulto, consegue analisar criticamente e emocionalmente uma situação. Agora como um bebê pode fazer isso se o seu cérebro ainda não tem essa capacidade? O que ele internaliza de tudo isso? “Se minha mãe não veio me alimentar, deve ser porque eu não sou importante pra ela”. E cenas como essa se repetem uma, duas, três vezes. E outras situações parecidas acontecem, onde a mãe não ampara o bebê em suas necessidades básicas, levando-o a internalizar esse pensamento de insignificância e de não merecimento. Inconscientemente, isso virou uma crença interna dele, bombardeando a sua auto-estima.

Bom, imagine-se sendo esse bebê. Você cresceu, aprendeu a lidar com suas emoções e a analisar racionalmente suas ações do dia-a-dia e virou um adulto com uma alta capacidade de ser bem sucedido. Porém o sucesso sempre lhe escapa entre os dedos. Você quer ter sucesso, mas o que ressoa internamente dentro de você é: “eu não sou merecedor, eu sou insignificante, eu não sou capaz”… E já falamos sobre como o inconsciente domina a nossa vida, né?

Em outras palavras, acredite: existe muita coisa dentro de você que rege a sua vida e você nem imagina. Essas crenças são formadas através de experiências que vivemos ou do que nos acostumamos a ouvir daqueles que confiamos (geralmente, nossos pais). Pode ser que seu pai sempre tenha tido problemas com seus chefes e, como uma forma de se auto-defender, dizia que “gente rica não presta, que são exploradores”. Internamente você capta a mensagem de que não é bom ser rico, porque quem é rico é explorador. Outra crença auto-sabotadora pra somar àquela.

E assim vamos vivendo, acumulando crenças sabotadoras em várias áreas da nossa vida, por um hábito que nem nos damos conta ser hábito. Então pare e pense: quais crenças auto-sabotadoras estão por trás dos seus fracassos? Pare de colocar a culpa em tudo o que te cerca: você é responsável por tudo o que acontece em sua vida. Você tem um corpo energético, lembra? E como a sua energia está vibrando? Vibrações positivas atraem coisas boas, vibrações negativas atraem coisas ruins. Se você acha que anda em uma maré de “má sorte”, está na hora de mudar a sua vibração interna. Nessa jornada chamada vida, estamos em constante processo de aprendizado. Quando tudo está parado, estagnado, significa que está na hora de sair da zona de conforto e ir para a próxima lição. E se não é pelo amor… será pela dor! Portanto não se vitimize e não lamente pelas coisas ruins que podem estar acontecendo com você: tudo isso é apenas a vida te mostrando que está na hora de dar um salto, de evoluir, de se libertar das crenças negativas e ser feliz!

Te convido a fazer algumas sessões de TFT para eliminar esses bloqueios. Apesar de você sentir resultados logo na primeira sessão, com mais algumas você eliminará os seus bloqueios energéticos nas mais diversas áreas e sentirá a diferença no modo como as coisas passam a acontecer na sua vida. Mude a sua chave interna! Sintonize o seu inconsciente com o seu consciente! Só depende de você!

No próximo artigo, postarei um teste para te ajudar a identificar crenças sabotadoras em sua vida.

Um abraço,

Kátia Figueiredo

De onde vem a nossa auto-sabotagem?
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