Sabe aquele momento da vida em que nos sentimos em uma encruzilhada? Onde nenhuma opção para sair dessa situação parece ser boa o suficiente? Onde relutamos e resistimos a todas as opções que nos oferecem porque nenhum caminho parece nos levar à luz?

Todos passamos por momentos de expansão e contração. Tudo no Universo é cíclico e assim também é nas nossas vidas. Só conseguimos expirar o ar que inspiramos, só conseguimos apreciar o calor do sol após a passagem da lua. 

Da mesma forma, os momentos de alegria só podem ser desfrutados após os momentos de aprendizado. E geralmente são os momentos de aprendizado os mais difíceis e mais desafiadores. E por que?

Porque eles nos forçam a sairmos das nossas zonas de conforto, nos forçam a dar um passo rumo ao que mais tememos: o desconhecido. É esse medo que nos faz sentir aquele friozinho na barriga sempre que tomamos uma decisão importante em nossas vidas. 

O medo nos paralisa, nos deixa estagnados. Nos prende na etapa de “contração” dos nossos ciclos. E quando não conseguimos ver nenhuma opção para sair da situação incômoda em que estamos, a pergunta a se fazer é: 

Que possibilidades meus medos nunca me permitiram enxergar que eu estou aberto a considerar hoje?

Talvez o medo da solidão esteja te mantendo em um relacionamento falido. Ou o medo da crise esteja te mantendo em uma carreira ou emprego que não te motiva. Ou quem sabe o medo do julgamento dos outros esteja te mantendo em situações aonde você negue a sua própria verdade?

O medo não é nosso inimigo; muito pelo contrário: ele é um grande amigo que vem até nós quando estamos prontos para nos libertarmos daquilo que nos afasta do grande poder que temos dentro de nós. 

O medo é a mão que o Universo estende para nos conduzir a um degrau mais elevado; é um convite para a transcendência.

É inútil resistir a ele, pois só há uma maneira dele deixá-lo de nos incomodar: quando ouvimos a mensagem que ele tem pra passar e decidimos dar um passo em direção ao desconhecido que ele aponta.

Não há outra maneira. Esqueça a ideia de que você tem controle sobre ele. A única coisa que você pode “controlar” é quando você se renderá a ele: temos toda a eternidade para darmos ouvidos aos nossos medos.

Quanto mais resistimos, mais sofremos e mais tempo permanecemos no estado de contração. Quanto antes o acolhermos, mais cedo seguiremos para o nosso momento de expansão, de movimentação, de criação, de renovação, de alegria!

Sim, não é fácil. Nunca é. Mas ter consciência desse processo já é um grande passo. 

Não se desespere, não queira resolver todas as questões que te incomodam de uma vez. Ao invés disso, respire, entenda a mensagem que o medo quer te passar, confie na sabedoria do Universo. 

Vai chegar um momento em que percebemos que, apesar da sua importância nesse nosso processo de autoconhecimento, o medo é apenas uma ilusão que nos faz crer que somos e merecemos menos do que já somos. E com o fortalecimento dessa crença interna de que já somos (e sempre fomos) seres completos e perfeitos, o medo se esvai e conseguimos dar o passo que por tanto tempo relutamos em dar. 

Tudo a seu tempo.

Respeite o seu momento e respeite as suas dores, porém nunca se esqueça que a sua força interna é sempre maior do que todas as dificuldades pelas quais você passa. 

E lembre-se: são naquelas opções que consideramos impossíveis que costumam estar as chaves da prisão que nós mesmos (e somente nós) construímos em nossas vidas!

E se aquela opção fora de cogitação fosse justamente a solução para os seus problemas?
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